Pessoa se olhando no espelho e enxergando uma versão mais confiante de si mesma, representando o impacto do feedback positivo.
Pessoa se olhando no espelho e enxergando uma versão mais confiante de si mesma, representando o impacto do feedback positivo.

Criar uma cultura de feedback positivo não significa sair elogiando qualquer coisa o tempo todo. Também não significa que, de repente, todo mundo na empresa vai começar a falar sobre “pontos de melhoria” como se estivesse em um manual de gestão. Se fosse assim tão simples, ninguém teria dificuldade com isso.

A realidade é que a maioria das empresas trata o feedback como algo formal e burocrático, reservado para reuniões de avaliação de desempenho ou momentos críticos. Mas o problema está justamente aí. Se o feedback só acontece em momentos isolados, ele nunca se torna parte da rotina. E se não faz parte do dia a dia, as pessoas continuam sem saber como melhorar, sem entender o que estão fazendo bem e, pior, sem confiança para falar o que precisa ser dito.

📖 Como Kim Scott, autora de Empatia Assertiva, explica:
“Feedback não é um evento. Ele precisa ser um hábito, porque só assim conseguimos aprender de verdade.”

Mas como fazer isso na prática?


O que significa criar uma cultura de feedback?

Comparação entre um feedback genérico e um feedback específico e útil, mostrando como a abordagem correta gera impacto real.

Imagine um professor de música que corrige um aluno apenas no dia da apresentação final. Ele espera o recital, vê o aluno errar as notas e, só depois, diz o que deveria ter sido ajustado. Agora, compare isso com um professor que corrige durante os ensaios, que observa os erros à medida que aparecem e que dá orientações no momento certo. No primeiro caso, o feedback chega tarde demais. Já no segundo, ele se torna parte do aprendizado.

No trabalho, acontece a mesma coisa. Se o feedback só aparece em reuniões formais, ele perde a naturalidade e se transforma em algo mecânico, distante e pouco útil. A ideia de criar uma cultura de feedback positivo não é apenas elogiar mais, mas sim garantir que as pessoas se sintam confortáveis para falar e ouvir o tempo todo, de forma sincera e construtiva.

Isso significa que, se algo precisa ser ajustado, a conversa acontece no momento certo, sem precisar esperar semanas ou meses para ser dita. E quando algo está indo bem, o reconhecimento acontece de forma genuína, sem parecer ensaiado ou exagerado.


Por que a maioria das empresas falha nisso?

O maior problema não é a falta de feedback, mas sim a forma como ele é dado. Muitos líderes acham que precisam seguir um roteiro, como se toda conversa tivesse que começar com um elogio genérico, seguido de uma crítica e finalizando com um “mas no geral está bom”. Isso soa ensaiado e artificial.

Amiga não gostou da comida, mas evita falar, ilustrando o problema da falta de feedback no dia a dia

Da mesma forma, algumas empresas acreditam que basta criar um espaço formal para feedbacks que, de repente, todo mundo vai se sentir à vontade para falar. Mas quem já tentou pedir opiniões em reuniões abertas sabe que raramente funciona assim. Se o ambiente não for seguro e a prática não for constante, as pessoas evitam falar o que realmente pensam e continuam com receio de parecerem críticas demais ou de serem mal interpretadas.

📖 Como Brené Brown, autora de A Coragem de Ser Imperfeito, diz:
“A confiança não é construída em grandes momentos, mas nas pequenas interações do dia a dia.”

Ou seja, se você só falar sobre melhorias quando algo dá errado, dificilmente as pessoas vão se sentir confortáveis para dar ou receber feedbacks.


Como transformar o feedback em algo natural?

Se queremos que o feedback faça parte do dia a dia, precisamos aprender a inseri-lo na rotina sem que pareça algo ensaiado ou forçado. Em vez de esperar um momento específico para falar sobre desempenho, o ideal é aproveitar as oportunidades conforme elas aparecem.

Treinadora ajustando a postura de uma atleta durante o treino, reforçando que feedback não deve ser um evento raro, mas sim um hábito constante.

No esporte, treinadores não esperam o fim do campeonato para corrigir seus atletas. Eles observam o que está acontecendo durante os treinos e fazem ajustes no momento certo. No trabalho, a lógica deveria ser a mesma. Se alguém fez algo bem, reconhecer isso na hora fortalece a confiança e reforça o comportamento positivo. Se algo precisa ser ajustado, quanto mais rápido for falado, mais fácil será corrigir sem transformar o feedback em um grande problema.

Isso não significa que tudo precisa ser dito o tempo todo. A ideia não é interromper qualquer atividade para comentar cada pequeno detalhe. Mas quando o feedback se torna parte da rotina, ele deixa de ser um evento raro e passa a ser uma conversa natural.


Como dar feedback sem soar ensaiado?

O segredo para dar um bom feedback positivo é a clareza e a naturalidade. Dizer “bom trabalho” não tem muito impacto se a pessoa não entende o que exatamente foi bom e por quê.

Se alguém ajudou a resolver um problema de forma eficiente, dizer “gostei de como você lidou com aquela situação, porque trouxe uma solução rápida e evitou um problema maior” faz muito mais sentido do que um simples “parabéns pelo trabalho”.

Da mesma forma, quando o objetivo é corrigir algo, o ideal não é apontar apenas o erro, mas sim mostrar um caminho de melhoria. Em vez de dizer “isso não ficou bom”, é mais produtivo falar “acho que se você ajustar essa parte, o resultado pode ficar ainda melhor”.

📖 Como Simon Sinek, autor de O Jogo Infinito, destaca:
“O papel do líder não é corrigir pessoas, mas ajudá-las a enxergar onde podem crescer.”


Criando um ambiente onde feedbacks acontecem naturalmente

Se feedback ainda é algo raro ou desconfortável no seu ambiente de trabalho, a solução não é simplesmente “dar mais feedbacks”. O primeiro passo para criar essa cultura é garantir que as pessoas se sintam seguras para falar e, principalmente, para ouvir.

Pessoas trocando dicas sobre algo, para mostrar que o feedback só funciona quando as pessoas se sentem confortáveis para falar e ouvir, destacando que o ambiente importa mais do que as palavras.

Um jeito de fazer isso é começar dando mais exemplos práticos e menos opiniões pessoais. Em vez de dizer “acho que isso não faz sentido”, tente “esse ponto pode ficar mais claro se formos mais diretos”.

Além disso, se você quer que sua equipe fale mais abertamente, precisa dar o exemplo. Aceitar feedbacks sem ficar na defensiva e demonstrar que as sugestões são bem-vindas é fundamental para que isso se torne um hábito coletivo.

📖 Como Adam Grant, autor de Originais, afirma:
“Ambientes onde as pessoas têm liberdade para discordar são os que mais inovam e crescem.”

Se ninguém se sente à vontade para falar, o aprendizado nunca acontece de verdade.


📌 Concluindo…

Criar uma cultura de feedback positivo não é sobre elogiar mais, nem sobre evitar críticas. É sobre garantir que as pessoas se sintam seguras para falar e ouvir, entendendo que o objetivo não é apontar erros, mas ajudar a crescer.

Quando o feedback se torna algo natural, as conversas deixam de ser tensas e se transformam em oportunidades reais de melhoria. E quanto mais cedo essa mudança acontece, melhor para todo mundo.

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